O crescimento da geração de energia solar na região das Missões já está provocando mudanças significativas no comportamento do sistema elétrico. Levantamento realizado pelo engenheiro eletricista Eluir Hoffmann demonstra que todas as principais medições de suprimento da Cermissões registraram fluxo inverso de potência durante o mês de maio.
Na prática, isso significa que, em determinados horários do dia, a energia gerada pelos sistemas fotovoltaicos instalados pelos associados e consumidores superou o consumo local, fazendo com que a energia excedente retornasse para a rede elétrica.
Segundo Eluir Hoffmann, o fenômeno está diretamente relacionado à redução do consumo durante o período de inverno, especialmente no setor agrícola.
“Durante esta época do ano praticamente deixa de existir a utilização dos pivôs de irrigação, que têm sido os principais responsáveis pelo crescimento do consumo de energia nos últimos anos. Ao mesmo tempo, a geração solar continua produzindo normalmente durante o dia”, explica.
Os dados levantados pela Cooperativa demonstram claramente essa realidade.
Na Subestação São Miguel das Missões, a demanda máxima registrada no horário de ponta, durante a noite, foi de 4,9 MW. Entretanto, às 13 horas, a medição apontou uma demanda inversa de 2,4 MW negativos.
Na Subestação Santo Antônio, em São Luiz Gonzaga, a demanda máxima chegou a 8 MW no horário de ponta, enquanto no período de maior geração solar foi registrada demanda negativa de 3,8 MW.
Já na medição da Cermissões junto à Subestação da Eletrosul, em Roque Gonzales, que atende os municípios de Porto Xavier, Roque Gonzales, Pirapó e Dezesseis de Novembro, a demanda máxima registrada foi de 2,6 MW no horário de ponta, enquanto às 13 horas a demanda inversa atingiu 1,7 MW negativos.
Atualmente, mais de 90 usinas solares estão conectadas às redes da Cermissões, além de milhares de sistemas de microgeração distribuída instalados em propriedades rurais, residências, comércios e indústrias.
Para Eluir Hoffmann, os números demonstram que a realidade que levou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a acionar recentemente o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes já está presente na área de atuação da Cooperativa.
“Estamos observando uma grande transformação no sistema elétrico. Em determinados momentos do dia, a energia gerada localmente já supera o consumo das cargas atendidas pela rede da Cermissões. Isso exige novos estudos, investimentos e adequações operacionais para garantir a segurança e a qualidade do fornecimento de energia”, destaca.
Atualmente, cerca de 12% da energia distribuída aos mais de 33 mil associados da Cermissões é produzida pelas próprias usinas da Cooperativa: a PCH Ijuizinho, em Entre-Ijuís, e a CGH Claudino Fernando Piccoli, no Rio Comandaí, em Santo Ângelo. O restante é adquirido por meio de contratos e leilões regulados pela ANEEL.
Durante a viagem para Brasília em março de 2026, para participar da entrega do prêmio IASC, os representantes da Cermissões também mantiveram audiência na ANEEL, onde foram apresentadas algumas dificuldades enfrentadas pela Cooperativa, quanto ao fornecimento de energia e as procupações futuras do setor: https://www.facebook.com/share/p/17jQiZVfw8/
A Cermissões está orientando todos os associados e clientes, que antes de investir em sistemas de geração solar, busquem informações sobre geração distribuída, junto ao setor comercial da Cermissões, ou pelos telefones (55) 3355-3000 ou 0800 541 1122.
Cermissões, a Luz das Missões!



